A conta própria do Google Ads é mais simples e barata enquanto você está em um país, com um cartão e uma equipe pequena. A conta de agência ganha quando você precisa de vários mercados e moedas, pagamento por transferência ou USDT, orçamentos e acessos separados, contrato e relatórios para o financeiro. As ferramentas e as políticas do Google são as mesmas nos dois casos.
A diferença em resumo
As duas são contas comuns do Google Ads, com as mesmas ferramentas e políticas. A diferença está no pagamento, na estrutura e em quem cuida da infraestrutura: contas, pagamentos e acessos. A conta própria você configura e paga sozinho. A de agência é criada na conta de administrador da agência, e você paga a agência.
10 diferenças
| # | O que importa | Conta própria | Conta de agência |
|---|---|---|---|
| 1 | Pagamento | Cartão ou outra forma de pagamento disponível no seu país | Transferência com invoice ou USDT |
| 2 | Moeda | Uma só, definida para sempre | Uma conta para cada moeda |
| 3 | Fuso horário | Um só, definido para sempre | Uma conta para cada mercado |
| 4 | Mercados novos | Conta nova, forma de pagamento nova | Mais uma conta na mesma estrutura |
| 5 | Escala | Cada conta é configurada do zero | O pool de contas cresce com o volume |
| 6 | Equipe | Acessos conta por conta | Funções e acessos em um painel |
| 7 | Controle financeiro | Faturas do cartão | Saldo único e histórico de operações |
| 8 | Documentos | Faturas do Google | Contrato, NDA, invoices |
| 9 | Pagamento posterior | Faturamento mensal do Google, só para quem o Google aprovar | Alguns fornecedores oferecem PostPay |
| 10 | Custo | Sem intermediário | Comissão do fornecedor |
Ponto por ponto
1. Pagamento. Na conta própria, o Google cobra da sua forma de pagamento: depois dos anúncios, com pagamentos automáticos, ou de um saldo pré-pago. As formas disponíveis dependem do país e da moeda. Se o banco recusar a cobrança, os anúncios podem parar. Na conta de agência você paga a agência antecipadamente, e o cartão deixa de afetar os anúncios.
2–3. Moeda e fuso horário. Segundo a Ajuda do Google, são definidos para sempre na criação da conta. Errou — precisa de uma conta nova: ela não herda o histórico, mas as campanhas podem ser copiadas. Para vários mercados é melhor ter, desde o início, uma conta por moeda e fuso horário.
4–5. Mercados novos e escala. A conta própria para um país novo é mais um cadastro, mais uma forma de pagamento e mais uma análise. Na estrutura de agência, a conta nova é criada na mesma MCC, e o pagamento já está configurado. Na Gads o pool cresce com o volume: até 20 contas para os primeiros US$ 150.000 de investimento mensal e até mais 10 a cada US$ 150.000 adicionais.
6. Equipe. Nas contas próprias, o acesso é dado e retirado em cada uma separadamente. Com vários prestadores externos é fácil esquecer de remover alguém. No painel da agência as funções são atribuídas em um só lugar.
7–8. Controle e documentos. A contabilidade precisa de um documento claro de despesas. Na conta própria são as faturas do Google de cada conta. Na de agência, um contrato, uma invoice e um único histórico de operações para todas as contas.
9. Pagamento a prazo. O Google oferece faturamento mensal com linha de crédito, mas não para todos. Entre os requisitos da Ajuda do Google: a empresa está registrada há pelo menos um ano, a conta funciona sem infrações há pelo menos 6 meses e o investimento é de pelo menos US$ 5.000 por mês em quaisquer 3 dos últimos 12 meses. Algumas agências têm o próprio pagamento a prazo, como o PostPay na Gads para clientes com histórico.
10. Custo. A conta própria não acrescenta intermediário. A agência cobra comissão, e é preciso contar o custo total: assinatura, taxa por contas, porcentagem das recargas ou do investimento. Detalhes no artigo «Quanto custa uma conta de agência».
Quando escolher a própria
- Um país e uma moeda.
- Os pagamentos com cartão passam sem problemas.
- Uma equipe pequena, sem fornecedores externos.
- Uma verba pequena, em que qualquer comissão pesa.
Quando escolher a de agência
- Você anuncia em vários países ou pretende entrar em mercados novos.
- O banco recusa os pagamentos ao Google ou você precisa pagar por transferência ou USDT.
- Você precisa de verbas e relatórios separados por marca, filial ou cliente.
- O financeiro precisa de contrato e de um histórico claro das operações.
Um exemplo
Uma loja virtual investe US$ 40.000 por mês em três países da UE. Com contas próprias, paga o Google diretamente, sem comissão, mas mantém três cartões ou três configurações de pagamento e concilia os gastos à mão. Com contas de agência na Gads, a comissão é de 3% de US$ 40.000: US$ 1.200 por mês. Em troca: um saldo, pagamento por transferência, uma conta por país e um relatório de todos os mercados em um único arquivo.
A decisão depende de quanto custam para a empresa os pagamentos recusados, o controle manual e o tempo para configurar mercados novos. Se pelo menos uma promoção já parou por problema de pagamento, a comissão costuma se pagar.
Dá para combinar
Não é preciso escolher para sempre. Um esquema comum: o mercado principal fica na conta própria, e os países novos e as linhas com pagamento arriscado rodam em contas de agência. Também dá para vincular uma conta existente à MCC da agência pelo Customer ID — e o histórico é mantido.
O que observar no preço
Compare o custo total, não só a porcentagem. No mercado existem três modelos típicos: assinatura mais porcentagem, taxa por conta e porcentagem sobre as recargas. O último custa mais do que parece: a porcentagem também é cobrada sobre o dinheiro que ainda não foi gasto. Você pode calcular a diferença para a sua verba na calculadora da página de preços.
Fontes
- Ajuda do Google Ads: idioma, fuso horário e moeda da conta
- Ajuda do Google Ads: opções de faturamento
- Ajuda do Google Ads: faturamento mensal